|
É Inacreditável como o tempo se apresenta tão veloz. É verdade aqui estamos nós, volvidos três anos lectivos, na nossa Missa de Finalistas. Quando chegamos a esta terra trouxemos, em nós, o desejo de que tudo passasse rápido. Sentimos medo de abandonar tudo o que conhecíamos e de arriscar no desconhecido. Pois bem, não tardou o sentimento de pertença. Pouco a pouco, grande parte de nós entendeu a intensidade dos afectos. Assim sendo, já nada é como antes! Existem momentos que encerram, para sempre, um sorriso de um amigo; um carinho sôfrego; um abraço apertado; um olhar cúmplice; um diálogo sincero ou um novo sentir!Aqui, nesta cidade que aprecia o melhor de todos nós, aprendemos o quão nos apraz a entrega. Apreendemos, contrariando o medo irracional do Homem, a não teme-la e, acima de tudo, conseguimos dar-nos a conhecer sem contidas reservas. Sobre este lindo episódio que escreve a história de cada um de nós é, sobretudo, certo dizer-se que deixará um rasto de uma saudade incontrolável. É verdade, a vida nem sempre é justa. Senão, pensemos no contra-senso que é viver já que o Homem, sendo um ser social por excelência, é, paralelamente, programado a lidar com a perda dos afectos e com o vazio deixado pela ausência de um toque de um amigo. Alimentamo-nos, a partir de então, das recordações deixadas pela doce memória. Recordamos gestos, saboreamos expressões e deliciamos lembranças deixadas pelos sentidos. Aqui, nesta cidade catita, guardaremos o que nos chega ao coração e nos torna capazes: a Amizade! Pessoas entram e saem das nossas vidas. As vicissitudes ou as motivações diferenciadas afastam-nos daqueles que nos fazem bem. Contudo, estes seres que fizeram parte integrante de uma cómoda rotina viverão em nós na exacta medida em que serão relembrados e falados. A passagem pelo ensino superior enriquece-nos. Assimilamos a diferença dos comportamentos e aprendemos a respeitar as nossas pequenas conquistas. Conseguimos entender o quão importante é traçar e planear uma linha de vida. E, por fim, diariamente, é-nos estimulada a ideia de que somos capazes e de que vamos vencer. É tempo para reconhecer a importância incalculável das pessoas que, acima de tudo, caminharam lado a lado connosco, não esquecendo a filosofia que assenta na ideia de que o carinho não se agradece mas retribui-se!Obrigada pelos momentos de consolo…Obrigada pela paciência e coerência…Obrigada pela preserverança…Obrigada pelo carinho…Obrigada por acreditarem…Obrigada pelas palavras trocadas…Obrigada pela não condenação… Obrigada pela compreensão…Obrigada pela gargalhada genuína…Obrigada por sentirem…Obrigada por serem, somente, AMIGOS!Dói cogitar ou imaginar a possibilidade de não mais contabilizar história, momentos, confidências... Magoa encarar um futuro sem a vossa presença constante… Desconcerta este vazio que fere a alma e inquieta o coração… CONTUDO, o arrependimento não mora aqui! Afinal, saboreamos e vivemos com intensidade tudo a que tínhamos direito e viver, viver nunca é demais. Desejamos a todos aqueles que nos desbotam a lágrima saudosa o melhor que a vida pode oferecer. Cliché ou não, procurem a incerta felicidade. Afinal, esta é, sim, um aglomerado de momentos que penetram a alma e nos faz conhecer o êxtase da VidaJ É tempo, de igual modo, de “abanar as capas” em homenagem a todos aqueles que nos educaram e que, acima de tudo, mal ou bem, permitiram a nossa caminhada. É com orgulho que enchem o peito quando falam de nós. É com orgulho que estão, aqui e a agora, a partilhar este momento tão solene. É com orgulho que, antes de mais, nos admiram. A Eles devemos o que somos…Por eles não admitimos o fracasso da derrota… Com eles aprendemos a sorrir, a amar, a sentir pela primeira vez!Connosco aprendem a magia de um amor que cria, para sempre, um laço inviolável: o de pai e filho ou de irmãos. Então, sem mais delongas, a todos os familiares o nosso bem aja! Obrigada por nos apontarem um novo começo.Em jeito de conclusão, pedimos a todos os finalistas que se levantem e que cantem (com todo o fervor e todo o espírito académico) o nosso Hino! Vá, honrem o traje que envergam e soltem a voz…
|